Terça-feira, Julho 14

- Abreviatura de abreviatura.
- Raer, parouveia.
- Frio.
O conteúdo desta notícia preocupa-me.

Segunda-feira, Julho 13

Na doença e na saúde, todos os dias da nossa vida

Assaltante do BES ao i: "Continua a ser o meu banco"
Sarah Silverman, Mary-Louise Parker, etc, na cusquicing

Second life cusquicing

João: Pá, eu acho essa cena de blogs e confusões meio estranha. É um mundo virtual de cusquice.
Eu: Completamente.
João: Tipo second life cusquicing. Daí que de facto acho que fazes bem em não aderir ao facebook, podia ser perigoso.
Eu: Exacto, exacto.

Domingo, Julho 12

"Nestes dias tive tempo p'ra pensar
se a tradição estará mesmo p'r'acabar
e cheguei à conclusão fundamental
que nesta história da canção tradicional
é bonito ouvi-la vir d'alheia mão
mas mais bonito é vir do próprio coração
se depois tem que resultar no bem comum
isso não nos pode pôr problema algum (...)"


Um bom ângulo de um espírito interessante:

“Foram duas noites e dois dias. Foi aborrecido de morte. Até achei que a gripe não me matava, mas o tédio.”

in Público

Sábado, Julho 11

Hate Post

Não irei ver Bruno porque com Borat ainda apanhei mais seca do que apanhei com Michael Moore ou com Jel, pessoas da mesma família. Ou mais, ou ela por ela. Não consigo precisar sem correr o risco de adormecer.
Sem a culpa nem a vergonha inerente ao público-alvo dos mockumentaries, mas com a consciência de que esta é uma afirmação impopular e, aos olhos dos leitores, sintomática do meu moralismo e da minha parca visão do humor e dos temas fracturantes da sociedade em geral, considero este um daqueles raros casos - pelo menos muito mais raro do que comum - em que estou firmemente convencida de que toda a gente vai estar certa menos eu por muitos e muitos anos. O ideal seria, digamos, para sempre.

p.s. E agora vou ali mudar de sexo, prostituir-me, bater num ceguinho pigmeu e vomitar em cima de um famoso ao mesmo tempo. Até porque, como todos sabemos, uma coisa leva à outra e deve-se deixar fluir o processo criativo.

Sexta-feira, Julho 10

Sol sol sol
Nada nada nada
Nada nada nada
Sol sol sol

Quarta-feira, Julho 8

BESSIE'S SONG TO HER DOLL

by: Lewis Carroll (1832-1898)

MATILDA JANE, you never look
At any toy or picture-book.
I show you pretty things in vain -
You must be blind, Matilda Jane!

I ask you riddles, tell you tales,
But all our conversation fails.
You never answer me again--
I fear you're dumb, Matilda Jane!

Matilda darling, when I call,
You never seem to hear at all.
I shout with all my might and main--
But you're so deaf, Matilda Jane!

Matilda Jane, you needn't mind,
For, though you're deaf and dumb and blind,
There's some one loves you, it is plain--
And that is me, Matilda Jane!

Segunda-feira, Julho 6

Ai daquele que deixar que alguém lhe ponha um chip na cabeça

Sintetizando, acho que esta foi a ideia geral que me ficou da leitura de ficção científica na primeira adolescência. Só mais tarde vim a perceber o quão interessante, importante, desastroso e absolutamente relativo é chiparmos alguém e sermos chipados, à confiança e sem medos, para o bem e para o mal, seja lá o que isso fôr, com o risco acrescido de demissão no final, não é preciso sermos deputados na Assembleia da Républica.

Com o tempo, os bons selvagens que passavam o tempo a fugir dos trípodes e dos chips, transformaram-se em personagens a preto e branco, bidimensionais, sem força, e mais tarde os miúdos que interiorizaram os bons selvagens e ficaram adultos, em puristas paranóicos e em pessoas com quem é impossível falar, que passam a vida a apontar e a controlar os erros da sensibilidade dos outros, como se houvesse um perigo real e quotidiano de lavagem cerebral que se combate com um policiamento sinistro para não haver contágios e envenenamentos intelectuais.

Isto para explicar o meu fraquinho pelos miúdos que imitam robôs.
Os robots são pouco sofisticados e nada intelectuais, cumprindo tendenciamente o papel de escravos e desde pequena que sonho com o dia em que poderei trazer um para casa.
Os robôs agem por sequência e repetição, têm uma fluidez (zá-zá-zá) contida como um relógio (chama-se mecanicismo), que me comove.

As leis da robótica são três, e eu normalmente pensava na terceira (que é a mais digna, se bem que um nadinha triste), para me conseguir lembrar das outras duas:

1ª : Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª : Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, excepto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
3ª : Um robô deve proteger a sua própria existência, desde que tal protecção não entre em conflito com a Primeira e a Segunda Leis.

Num certo sentido, sou um bocado robô. Pelo menos sou mais robô do que de esquerda, ou católica ou do Sporting.

Paciência. Agora mim ir dormir.

Aqui, 2 originais a imitarem cópias